Botei fé no leave-in Creamy Peptide Repair Hair Treatment.

Vi aquele desfile de ativos tecnológicos (Cropeptide™, Filcortex, FiberHance™, Silsoft™, Prodew® 500, Crodasone™) e somei às expectativas positivas que tenho sobre a marca.

Imaginei que, por ser o primeiro produto de uma linha de haircare, a Creamy não economizaria no impacto. 

Se a marca deseja abraçar um novo segmento — e sustentar sua credibilidade — precisa chegar causando novidade.

Como participante do Programa de Associados da Amazon, sou remunerada pelas compras qualificadas efetuadas.

No resumo do resumo, a proposta do leave-in Peptide Repair Hair Treatment é atuar como um reconstrutor capilar intenso — promete resultados em 5 minutos e afirma recuperar a fibra na primeira aplicação), dispensando o uso de máscara ou condicionador pós-shampoo.

É um tratamento sem enxágue, que você passa nos cabelos limpos e úmidos. Aguarda 5 minutos e aí pode dar sequência à finalização que quiser.

A Creamy sugere que o uso do produto seja semanal ou quinzenal, dependendo do tipo/grau de dano capilar.

Mas também encontrei a menção de que “o uso diário irá ajudar a proteger o cabelo dos danos térmicos e a melhorar o sensorial dos fios”.

Me vali de (tendenciosa) interpretação de texto para justificar minha experiência de uso contínuo do leave-in.


Ainda me utilizei de uma informação extra para ajustar minha programação:

“Com que frequência devo usar leave-in capilar?

Siga o seu cronograma capilar. Se o uso é para reconstruir o fio, o leave-in Peptide Repair Hair deve estar intercalado com outros produtos de hidratação e nutrição. Se o uso é para finalização e proteção térmica, o produto pode ser usado antes de secar os cabelos.”

Fonte: Site Creamy

Veja bem: “se” o uso do produto for utilizado como tratamento do cronograma, você o aplica apenas no dia da etapa de reconstrução, considerando que ele fará as vezes tanto de máscara quanto de condicionador. 

Nas minhas contas, aplicar o leave-in Creamy nos cabelos limpos, sob efeito do shampoo — sem nenhuma barreira (ou interferência) de outro cosmético capilar — amplia seu poder de penetração e atuação.

Porém, perceba que há outro “se” na indicação da marca. Na hipótese do leave-in ser usado na função de finalizador, presume-se que pode ser aplicado com maior frequência, concorda?

Conectando essa possibilidade com a dica do uso diário, cheguei à conclusão de que seria interessante usar o leave-in tanto como tratamento solitário quanto em companhia de outros cosméticos.

Não sigo cronograma capilar. Prefiro me aventurar na ordem dos produtos, enquanto aprendo as respostas de meu cabelo.

Tenho fios bem finos, ondulados, descoloridos e com queixas de ressecamento nas pontas. Só para contextualizar.


Por ter um cabelo delicado, que anda num momento de ressecamento chatinho de cuidar, minhas exigências de condicionamento ficam elevadas.

Se você se identifica com esse cenário, sugiro que opte por um shampoo mais hidratante ao usar o leave-in Creamy (na função de tratamento). 

Para mim, o poder condicionante fica aquém do necessário para desembaraçar completamente os fios. 

Então, se aplico apenas o Peptide Repair Hair Treatment após o shampoo, preciso escolher um produto que colabore. Com o Absolut Repair, por exemplo… nossa, parece que nasceram um para o outro. 


Enquanto a atuação como condicionador do leave-in Creamy, na minha avaliação, não atinge nota máxima, seu desempenho como tratamento (substituindo a máscara) realmente surpreende.

Existem alguns produtos capilares que, quando você utiliza pela primeira vez, te entregam uma nova sensação. A fibra se comporta de um jeito diferente, o tato muda, a gente se interroga sobre o que está acontecendo com os fios.

Descreveria a percepção que tive com o leave-in Creamy dessa forma.

Não chegaria tão longe a ponto de validar a alegação de que o Peptide Repair Hair Treatment “recupera a fibra na primeira aplicação”. Isso me soa muito definitivo, induzindo ao pensamento de que basta um uso para restaurar a plena saúde dos fios.

Talvez cabelos menos danificados testemunhem essa dádiva.

No meu caso, o tratamento se mostrou absurdamente contundente e renovou a vitalidade dos fios logo de cara. Mas o resultado supremo meeeesmo veio com a repetição do uso.


Tentando fazer um paralelo entre a performance do leave-in Creamy e outros tipos de tratamentos capilares que conheço, aproximaria seu efeito ao de uma ampola — me lembra, por exemplo, o resultado da Carbonne (do cronograma Essendy by Alan Vivian).

E já que estou comparando o desempenho do Peptide Repair Hair Treatment ao de uma ampola (cujo diferencial-mor é a elevada concentração de ativos), cabe ressaltar outra característica do leave-in.

A embalagem do produto (tão charmosa quanto de outros cosméticos da marca) gera uma dúvida genuína. São apenas 50 gramas de creme. Não é pouco? 

Bem, a questão é que o leave-in é, de fato, BASTANTE concentrado.

Inclusive, a Creamy sugere a seguinte dosagem:

  • Cabelos oleosos: de ½ a 1 pump.
  • Cabelos normais: de 1 a 2 pumps.
  • Cabelos ressecados, tingidos ou descoloridos: de 2 a 4 pumps.

Tenho utilizado de 2 a 3 pumps (me enquadro na terceira categoria) e qualquer extra seria mero desperdício.

Acredito que a dúvida quanto ao rendimento/custo-benefício do Peptide Repair Hair Treatment tenha origem em sua textura. 

Se fosse um óleo, automaticamente imaginaríamos que 50ml seria uma boa quantidade. 

Mas, por ser um creme, a tendência é que pensemos nele considerando parâmetros de leave-ins com essa apresentação.

Contudo, é interessante esclarecer que a Creamy não entrega um produto comum.

Tenho a impressão de que a expertise da marca com produtos de skincare migrou para sua concepção de haircare.

Noto que o leave-in Peptide Repair Hair Treatment se equipara — em termos de intensidade, sensorial e espalhabilidade — a um cosmético facial. Ou seja, a medida adequada (para cobrir toda a extensão dos fios) é realmente ínfima. 

Você é ondulada, cacheada ou crespa e não dispensa um creme de pentear na rotina? 

Tudo bem, você pode aplicar o creme de pentear depois do leave-in Creamy (apenas aguarde os 5 minutos sugeridos pela marca antes de sobrepor produto).

Minha única precaução, nesse caso, seria evitar a combinação do Peptide Repair com cremes de pentear mais pesadinhos. É possível que os cabelos reclamem de excesso, pois os ativos do leave-in Creamy já proporcionam uma carga de tratamento vigorosa.

Um belo parzinho que descobri foi Creamy + creme de pentear de melancia Salon Line. O cabelo ficou com um nível de hidratação impressionante.


Testei, também, o Peptide Repair Hair Treatment junto ao creme volumador Keune Style Thickening Cream.

O efeito de volume casou perfeitamente com a maciez e o brilho exponenciais do leave-in da Creamy, resultando num visual à prova de críticas.


Importante deixar claro que o Peptide Repair pode ser usado como finalizador solo.

A possibilidade de associá-lo a outros cosméticos é exatamente isso: apenas uma possibilidade. Vai do seu gosto — ou dos apetites de seus cabelos.

Particularmente, só há um acréscimo que não consigo dispensar: um óleo finalizador. Não vejo que o leave-in Creamy o substitui — nem creio que essa seja sua mensagem.

Aliás, torço muito para que a linha de haircare da Creamy logo evolua para abarcar essa categoria de cosmético. 

Ok, então vamos recapitular. 

Você lava os cabelos com o shampoo de sua preferência. Enxágua bonitinho. Retira o excesso d’água com uma toalha ou camiseta de algodão. Pressiona a válvula do Peptide Repair para obter a quantidade de pumps indicada para seu tipo de cabelo. Espalha o produto nas mãos (úmidas) e depois distribui nos fios (começando pelas pontas), enluvando com calma. Aguarda no mínimo 5 minutos antes de usar o secador ou dar sequência à sua finalização. Pronto.

Tá, mas e se eu não quiser usar o leave-in da Creamy como um 3 em 1?

Posso utilizar máscara e/ou condicionador e aplicar o Peptide Repair Hair Treatment só na finalização mesmo?

Olha, eu fiz uma boa pesquisa em publicações da Creamy e não encontrei instruções explícitas a esse respeito

Busquei nas entrelinhas a orientação (me pautando pelas informações que citei anteriormente, quando falei sobre a frequência de uso sugerida) e cheguei à seguinte conclusão: dá para incorporar o Peptide Repair na rotina usando-o, exclusivamente, como leave-in.

Aí, faço assim: lavo meus cabelos, aplico máscara, condicionador, acidificante (ou qualquer tratamento que me der na telha), aguardo o tempo de pausa, enxáguo, tudo normal (desculpe chover-no-molhado, mas é só para deixar claro que não há nenhum um truque ou malabarismo envolvido).

Só depois do banho o Peptide Repair Hair Treatment aparece, para coroar o ritual.

Nessas ocasiões, utilizo 1 ou no mááááximo 2 pumps de produto, nos cabelos ligeiramente secos pela toalha.

Eventualmente, antes do Creamy ainda aplico um leave-in hidratante em spray (o resultado fica incrível na combinação com o Lola Rapunzel Milk Spray. Se utilizar a máscara da linha como tratamento então… resultado luxuoso!).

Seja como tratamento protagonista ou como leave-in coadjuvante, o Peptide Repair Hair Treatment sempre agracia os fios com doses de autêntico embelezamento.

De todos os méritos que poderia listar, o que mais me assusta é a intensidade do brilho.

Estou com o cabelo descolorido (praticamente com zero vestígio das máscaras pigmentantes que gosto de usar) e o leave-in Creamy acendeu meu loiro de uma forma insana

Em outras palavras: ele modificou o status de meus fios. Fez com que abandonassem o rótulo de desbotados para se situarem na categoria do loiro reluzente.


Junto ao brilho, vem o selamento de cutículas

Toque sedoso, com fios que escorrem pelos dedos sem enganchar (o que vai se acentuando com o uso recorrente do produto).

Reduz significativamente o frizz, enquanto confere um caimento levíssimo.

Embora os cabelos fiquem leves e com muito movimento, não há ganhos de volume — o que, para mim, é uma pena, já que gosto dos fios mais exaltados.

Porém, entendo que volume não é o objetivo do leave-in reconstrutor. E se desejo os cabelos mais agigantados, combino o Peptide Repair com produtos específicos para essa finalidade e dá tudo certo.

Já que falei que o leave-in Creamy não adiciona volume, preciso deixar um contraponto. 

Na realidade, em tantos outros quesitos o Peptide Repair Hair Treatment é ideal para cabelos finos — especialmente aqueles que estão frágeis, quebradiços e ressecados.

Ele consegue fortalecer a fibra, inibindo asperezas, rigidez e aquele aspecto de cabelo desvalido, sabe?

É isso: o leave-in não doa volume, mas dá um novo corpo ao fio, fazendo com que o conjunto da obra exiba uma cabeleira que parece mais densa, saudável e elegante.

Ah, e se utilizado na medida certa, o Peptide Repair não pesa de jeeeeeito nenhum!

Além de todos os predicados que enumerei, uma coisinha me chamou atenção desde o primeiro uso.

Minhas pontas — castigadas, mastigadas, espigadas — reagiram ao leave-in Creamy que foi uma beleza!

A reconstrução, tão essencial para pontas afinadas, fez todo sentido ali.

Lógico, não é um resultado permanente. Por isso mesmo, acho interessante manter o Peptide Repair como um acréscimo na rotina, utilizando um pouquinho do dito-cujo nas partes mais agredidas dos fios, sempre que houver necessidade.

Crédito da imagem de capa: Stanislav | Unsplash